Medir é essencial, mas medir errado pode custar caro. No ambiente corporativo atual, não faltam dashboards, relatórios e métricas, mas será que tudo isso está realmente conectado ao que importa?
Um estudo da Harvard Business Review (2022) revelou que apenas 23% dos executivos acreditam que seus indicadores estão alinhados à estratégia. Já a Gartner (2023) mostra que menos da metade dos líderes confia plenamente nos KPIs que acompanha.
Isso expõe um dilema comum: o excesso de indicadores. A Bain & Company (2022) constatou que empresas de alta performance monitoram entre 6 e 10 KPIs-chave, enquanto as menos eficientes chegam a acompanhar mais de 30. O resultado? Foco disperso e equipes sobrecarregadas.
KPIs e OKRs: qual a diferença?
- KPIs (Key Performance Indicators): medem o desempenho contínuo dos processos e operações
- OKRs (Objectives and Key Results): direcionam a transformação, conectando metas ousadas a resultados mensuráveis
Quando bem combinados, funcionam como bússolas: um garante estabilidade, o outro impulsiona inovação. Segundo o Google re:Work, empresas que aplicam OKRs de forma estruturada chegam a aumentar em até 30% o engajamento das equipes.
Na visão da Ananda Consultoria, três princípios devem nortear essa escolha:
-Clareza de propósito: o “para quê” vem antes do “quanto”;
-Foco estratégico: menos é mais - priorize poucos, mas relevantes;
-Alinhamento humano: envolva as pessoas no processo de definição e acompanhamento.
KPIs e OKRs não são apenas números. Quando escolhidos com intencionalidade, se tornam bússolas que conectam propósito, estratégia e pessoas.
No fim, indicadores são meios, não fins. A pergunta que deve guiar cada escolha é simples: isso mede o que realmente gera valor?
E você na sua empresa: sente que está medindo o que importa ou ainda se perde em dashboards infinitos?